segunda-feira, dezembro 19, 2005

 

Não gostamos de folhinhas. Mas Gaja é sempre Gaja. Das saídas de babes... The essentials.


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quinta-feira, dezembro 15, 2005

 

A Colega do Caderninho das Dedicatórias

Elas são super fãs da Anne Gueddes e já conheciam o economato de escritório Agatha Ruiz de La Prada muito antes de ele aparecer na vulgar papelaria de bairro. Rotring e BIC... humpff... Amadores!!

Elas têm caderninhos de cheiro, folhinhas que amiúde herdaram de uma prima ou irmã mais velhas que sofriam de uma patologia análoga, faziam troca em miúdas. Adoram fotografias de animais fofinhos, como gatinhos persa a dormir e se têm um cão, não é raro vê-los vestidos com roupinhas em tweed. Dão-lhes nome que acabem com o som "iii". Porque é mais fofiiiinho.

Também adoram bebés e ambicionam ser educadores de infância desde a mais tenra idade. Às vezes querem ser bailarinas, mas é só quando são pequeninas, porque são graciosas e usam roupa de princesa.

Adoram citações (ao contrário de nós por aqui) e sabem versos de cor. Têm uma frase feita para cada ocasião da vida e foi delas que recebemos o "...desta tua amiga não de sempre mas para sempre".

Frequentemente partilham um passado em foram postas de parte, pelo que necessitam de uma validação, provas físicas de que houve, efectivamente, alguma altura das suas vidas em que tiveram amigos e amigas. Muitos. E normalmente atacam, não em noites de lua cheia, mas em finais de ano-lectivo, ou mesmo, porque não, é uma despedida como outra qualquer, no fim das férias grandes.

Munidas de canetas de última geração, elas eram a estrela na primária com estojos (não invulgarmente), mais que um, com bonecos, em pelúcia, que jorram esferográficas, marcadores e correctores de todas as cores, tonalidades, matizados, brilhos, tamanhos e feitios.

Elas são chatas e são uma praga. Mas aposto que todos tivemos uma nas nossas vidiiiinhas.

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sexta-feira, dezembro 09, 2005

 

Se acharam a ideia do banco de urina nojenta, esperem até verem esta…

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Telefonem para o Livro do Guiness. Pombo Incontinente, ao fim de dez anos de recolha, conseguiu juntar uma bolinha com aproximadamente 5 gramas da sua própria cera dos ouvidos.


(Pedaço de 5 gramas de genuína cera de ouvido)

Para quê? - pergunta o leitor - E porque raio é que ele tinha que vir partilhar isso connosco?

Este acto, aparentemente ilógico, apenas serve para ilustrar, uma vez mais, o nosso visionarismo, próprio de quem se encontra muito à frente do seu tempo. Com a rápida delapidação dos recursos naturais da terra, a cera de ouvidos em breve tornar-se-á um importante e precioso bem, cotado em bolsa e tudo. Dados recentes divulgados por um informador dentro da hierarquia da CIA revelam que os Estados Unidos têm vindo, desde os anos 50, a aprovisionar uma reserva de cera de ouvido, que é guardada num armazém subterrâneo nas Ilhas Virgens. Era aliás, nada mais nada menos do que cera de ouvidos que transportam os famosos aviões secretos da CIA que fazem escalas episódicas em aeroportos europeus (aquela história dos prisioneiros suspeitos de terrorismo era só para despistar). E não é caso para menos, a cera de ouvido constitui não só um alimento altamente rico em proteínas e vitamina B e C, como um excelente calafetante de brechas, sendo aliás o material mais barato que que dá uma protecção 100% eficaz contra radiações nucleares.

Contudo, a cera dos ouvidos, nas mãos erradas, pode facilmente ser usada como droga recreativa. Já os índios do Peru, aquando da chegada dos conquistadores espanhóis, usavam a cera dos ouvidos para rituais xamânicos de adivinhação, pelas suas qualidades psicotrópicas únicas. Chamavam-lhe Penecoatl Haztlan, ou seja, cera-que-sabe-a-merda-mas-dá-uma-moca-descomunal. Os índios do Perú tinham o hábito de mascar a cera dos ouvidos até esta ser absorvida pela mucosa da boca, ou de a fumar em cachimbos. O princípio é simples: como é sabido, os estupefacientes alojam-se na matéria gorda com um nome demasiado complicado para nos lembrarmos neste momento, responsável pelas ligações entre neurónios do cérebro. Parte desse depósito é transmitido, através dos tecidos nervosos, para os tímpanos, que, por sua vez, produzem a cera “aditivada”. Assim, reunindo a cera dos ouvidos e reutilizando-a, diminuem-se os lucros dos traficantes de droga, contribuindo para um mundo mais seguro.


(pequena barra de cera de ouvido sendo derretida para ser posteriormente fumada numa mortalha, misturada com tabaco)

E, por último, há que não esquecer as utilidades artísticas e artesanais da cera dos ouvidos, que eram já conhecidas dos índios do Peru, mas que foram desenvolvidas sobretudo na China do século II d.C., durante a época dourada da arte com cera de ouvidos que corresponde à Dinastia Ping-Pong. Os artefactos e estatuetas feitos de cera de ouvido constituem artigos muito procurados pelos coleccionadores internacionais.


(boneco feito com cera de ouvido, encontrado em escavações sob o consultório de um otorrino de Xangai, comprado por £600.000 num leilão recente realizado em Londres)

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