Quarta-feira, Setembro 07, 2005

 

A Internacional socialaite

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Hoje prestamos homenagem a essa grande canção proletária que é "A Internacional", hino de três partidos portugueses (PCP, PCTP-MRPP e PS... sim, PS), cada qual com a sua versão da letra que considera a mais fiel ao espírito original.

Apenas o Bloco não adoptou esta canção de combate para seu hino. E compreendemos porquê, ao imaginar "A Internacional", em versão bloquista:

[Solene introdução musical com trompetes. Entra o coro]

De pé! Modelos e actores da berra!
De pé! Que de poder temos fome!
O Bairro mais parece uma cratera
Com o xamon vil que se consome!
Da verdade façamos tábua rasa!
Multidão escrava, de pé !De pé !
Quem não leu o Chomsky não é nada
Quem não tem rastas nem cospe fogo nada é.

Bem unidos façamos
A começar aqui p’lo Seixal
Uma terra sem amos
Uma nação transexual!

Não há criminosos nem problema
Nem assaltos, nem arrastão!
Só oprimidos do sistema
E vítimas da globalização!
Contra o malandro que nos desmonta,
O nosso paleio politicamente correcto!
Gritemos “fascista” vezes sem conta
Porco neo-liberal, vade retro!

Bem unidos façamos
Após uns copos no Mezcal
Uma terra sem amos
Uma nação transexual!

Sociólogos de trazer por casa somos
Ninguém faz ideia do que é um proletário!
Alguns acham que são gnomos
Outros uma espécie d’amigo imaginário!
Ó freaks e hippies, que levais
Vossa vidinha anhada e deprimente,
Sem bófia, nem padres, nem heterossexuais
A ganza rodará para sempre !

Bem unidos façamos
A começar aqui p’lo Seixal
Uma terra sem amos
Uma nação transexual!

Uma teeeeeeeeeeerraaaaa sem aaaaaaaaamos
A nação transexuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaal!

pom pom pom pum!



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