segunda-feira, setembro 26, 2005

 

A noite dos mortos-vivos

.

Socorro! O PS caiu nas mãos de uma estranha raça de zombies, aparentemente sem alma nem vontade própria! A única razão da sua existência é arrastarem-se pelo mundo dos vivos, repetindo ad nauseam, numa voz mecânica, qual mantra que os levará ao nirvana cor-de-rosa, "O candidato do PS é Soares. Soares é o candidato do PS. O candidato do PS é Soares...".

Se não acreditam, atentem nas últimas intervenções públicas das cúpulas do PS, que apenas reforçam a minha convicção de que o PS não precisa de um candidato, precisa sim de um padre exorcista (não, o Vítor Melícias não conta)!

Comecemos com Alberto Martins:

Presidenciais: Alberto Martins afirma que candidato do PS é Mário Soares

Passemos a Maria de Belém e Vera Jardim que, originalmente, anunciam:

Os dirigentes socialistas Maria de Belém e Vera Jardim anunciaram hoje que se afastaram da candidatura presidencial de Manuel Alegre, (...) sublinhando que Mário Soares é o candidato apoiado pelo PS.

Mas eis que chega Jorge Coelho, com ar de quem vem anunciar algo de revolucionário e totalmente diferente de tudo o que até então se ouvira:

Jorge Coelho: "O PS tem um candidato à Presidência da República, que é Mário Soares, e está unido"

Arrepiante? Ainda não viram nada... Chega a vez de José Lello, crendo que ninguém até aí teria sublinhado devidamente um ponto muito importante:

"O nosso candidato, apoiado oficialmente pelo PS, é o doutor Mário Soares", reiterou José Lello

E, por fim, o zombie-mor, Sócrates, que diz nada mais nada menos que... Ora adivinhem...

"O PS tem um candidato e só pode ter uma candidato nas eleições para a Presidência da República. Esse candidato, Mário Soares (...)"

Agora eu pergunto: será que se cortarmos a cabeça a Soares, tal como nos filmes, todos os outros zombies subalternos morrem, ou teremos que os perseguir um a um?


|

domingo, setembro 25, 2005

 

As Equipas de Nossa Senhora IV

.

Se bem se lembram, no último episódio das Equipas de Nossa Senhora, o nosso braço armado da igreja católica preferido viu-se frente a frente com as suas arqui-rivais Brigadas da Virgem Maria. Era preciso um milagre para os dois grupos não se envolverem numa batalha fratricida.
Mas haverá melhor ocasião para um milagre do que numa saga chamada “As Equipas de Nossa Senhora”?

De súbito, um clarão envolveu a noite lisboeta. Algo muito brilhante poisou sobre uma oliveira (não me perguntem como apareceu uma oliveira no centro de Lisboa, os desígnios de Deus e as alucinações do Pombo são inacessíveis às mentes dos homens). Algo semelhante a um saxo cup kitado para poder voar, com um intenso néon azul-celeste debaixo da carroçaria. A porta abriu-se e dela saiu uma personagem feminina cintilante. Soou uma voz:

NOSSA SENHORA: Olhem lá, vocês tencionam ficar nisso a noite toda?

A multidão olhou estupefacta para aquela aparição. Entre as Equipas de Nossa Senhora e Brigadas da Virgem Maria ouviam-se vozes perguntando “Mas, quem é?” e “A cara dela não me é estranha. É suposto a gente conhecê-la?”. Até que finalmente…

TODA A GENTE: Madonna! Madonna! É a Madonna com um visual novo!

NOSSA SENHORA: Eu sinceramente por vezes pergunto-me porque é que ainda me dou ao trabalho de aparecer a esta gente…

FUNCIONÁRIO DA EMEL (que surgiu de repente): Posso ver o seu título válido de estacionamento?

NOSSA SENHORA: Desculpe??

FUNCIONÁRIO DA EMEL: Toda esta rua é de estacionamento pago. Não viu ali o sinal e o parquímetro? Onde está o seu tiquê?

NOSSA SENHORA: Mas eu sou a Nossa Senhora e estou a meio dum milagre. Importa-se??

FUNCIONÁRIO DA EMEL: Você até podia ser a Shakira, que pagava parque na mesma. Bom, se fosse a Shakira, provavelmente precisaria de tirar dois tiquês, porque aquele rabo ocupa dois lugares, eheh! Vou ter que lhe bloquear a auréola.

[a NOSSA SENHORA fulminou então o FUNCIONÁRIO DA EMEL com um raio, transformando-o num sapo e amaldiçoou para todo o sempre os funcionários da dita empresa municipal, condenando-os a usar até à eternidade uma farda verde-sapo, a nunca na vida conseguirem ter sexo sem terem que pagar por ele e a jamais conseguirem fazer amigos, excepto com outros funcionários da EMEL.]

TODA A GENTE: Madonna, Madonna, canta o “Like a virgin”!! Vá lá!

NOSSA SENHORA: Já ouvi falar em evangelização pela música, mas isto é ridículo...

[virou-se então para o alto, onde Pai, Filho e Espírito Santo observavam a cena, rindo à gargalhada e dizendo “Vá lá, Maria, estamos à espera! Canta!”, e fez um esgar reprovador]


NOSSA SENHORA: Nem uma palavra sobre este episódio na próxima reunião geral de santos!!

[Nossa Senhora, do alto da sua infinita benevolência, fez então aparecer um enorme palco, com efeitos de luzes e espectáculos de fogo, uma troupe de dançarinos porto-riquenhos, e começou a sua brilhante actuação. Entretanto, outros se lhe juntaram. Santo António, no palco roots & spirits, cantava reggae, um grupo de anjinhos alucinados montaram uma enorme tenda onde puseram música transe, Judas vigarizava o pessoal vendendo caldos knorr como sendo haxixe]




NOSSA SENHORA (começando a gostar da renovada atenção de que era alvo): Boa noite, Lisboaaaa!!

TODA A GENTE: EEEEEEEEEEEEEEHHHHHHHH!!!!!

NOSSA SENHORA: Adoro-vos! Vocês são o melhor público do mundo! Bem melhores que aqueles caretas de Fátima!!

TODA A GENTE: BUUUUUUUUUUUHHHH!

NOSSA SENHORA: Vamos cantar uma canção que eu adoro… Mas primeiro, quero ver esses isqueiros no ar!! É mesmo isso, minha gente!! A Nossa Senhora ama-vos!!

TODA A GENTE: A nossa quem? Quer dizer que não é a Madonna e estivemos todos para aqui a ouvir uma fraude??

As Equipas de Nossa Senhora e as Brigadas da Virgem Maria debandaram em conjunto. A mão de Deus havia trazido um sopro de vida e fraternidade (como é que a mão trouxe um sopro, não sei—é o mal das metáforas, uma pessoa deixa-se levar por elas e dá em tiradas deste género) às relações entre as antigas rivais, até porque tinham que reunir-se para organizar o festival do próximo ano. Como os santos cobravam um cachet muito alto, decidiram contratar artistas a sério. Apenas o casal de swingers se apercebeu de que haviam presenciado um milagre, e renunciaram à sua vida pecaminosa para fundarem um mosteiro. Bom, foi mais propriamente um prostíbulo de luxo na red light district de Amesterdão, chamado “O Mosteiro”, com meninas vestidas de freira para clientes com esse fetiche. Mas isso já é outra história nova…

FIM


|

quinta-feira, setembro 22, 2005

 

Post politicamente incorrecto

.
Gostaria de desafiar os directores das nossas estações televisivas a deixarem-se de mariquices (no sentido literal e figurado) e levarem a cabo a suprema prova de cojones que seria porem no ar um reality show com o seguinte formato: 5 tenistas russas lascivas tentando a todo custo transformar um efeminado gay num comum macho latino, heterossexual e rebarbadão!

(pensando bem, o programa estaria porventura condenado ao fracasso, porque a maioria dos concorrentes seriam heterossexuais fazendo-se passar por gays para assim se submeterem à "terapia". Eu, pelo menos, inscrever-me-ia logo!)

|

terça-feira, setembro 20, 2005

 

As Equipas de Nossa Senhora III

.


[Entretanto, noutra cave algures em Lisboa, Maria do Rosário Ayala e Sottomayor, a BETA DOMINANTE e líder das Brigadas da Virgem Maria, dava uma palestra aos recém-chegados ao movimento]

BETA DOMINANTE: Bom, meninos, antes de passarmos à formação sobre questões tão importantes como a forma correcta de manipular quimicamente contraceptivos sem que a proprietária note (ou, como eu gosto de chamar-lhe, "Cianeto, a pílula do último dia"), vamos falar-vos um pouco das nossas regras. Sim, porque tenho a certeza que todos se sentem ansiosos por saber aquilo que podem e aquilo que não podem fazer... Nomeadamente antes de se encontrarem unidos pelos laços do sagrado matrimónio!

[a audiência irrompe em gargalhadas sonoras, sem curar da qualidade duvidosa da piada. Entre eles, um casal vestido de trajes de cabedal negro, ELA com um chicote e ELE com um par de algemas com pompons rosa-choque, parecem incomodados]

ELA: 'Mor, vamos embora, acho que nos enganámos no sítio.

ELE: Porque é que dizes isso?

ELA: Anda, não me sinto à vontade com esta gente.

ELE: Vá lá, eles são um pouco mais excêntricos do que estamos habituados, mas tenho a certeza que devem ser óptimas pessoas!

BETA DOMINANTE: ... Como grupo de jovens casais tentando atingir a santidade no nosso dia a dia, devemos ajudar-nos uns aos outros a evitar o pecado, porque só há uma coisa que aqui nas Brigadas da Virgem Maria odiamos mais do que pecadores... Essas malditas sectárias e revisionistas Equipas de Nossa Senhora!!

ELA: 'Mor, vamos...

ELE: ...

ELA: Pára de me ignorar, detesto quando fazes isso!

ELE: Mas afinal qual é o teu problema??

ELA: NÃO ME PARECE QUE ISTO SEJA UMA REUNIÃO DE SWINGERS, FO**-SE!!

Toda a gente se cala, e ficam a olhar para o casal, que tenta sair de fininho. Ao chegar à porta, desatam a correr, e as Brigadas da Virgem Maria, empunhando as suas armas, correm atrás deles pela rua.
Entretanto, no bairro vizinho, as Equipas de Nossa Senhora aproveitam a noite agradável para uma jornada de evangelização nocturna, trazendo paz, amor e esperança ao povo, de metralhadora a tiracolo e pit bull agarrado pela trela. Eis que vêem correr na sua direcção um estranho casal, fugindo espavorido, e atrás deles as suas arqui-rivais Brigadas da Virgem Maria. Ambos os grupos param, com ar ameaçador.



BETA DOMINANTE: Viemos em paz! Entreguem-nos esses dois, e toda a gente sai daqui ainda antes de a Mexicana fechar! Esta questão não vos diz respeito!

FREIRA: Vocês estão no nosso território, esta questão diz-nos respeito sim! Vão-se embora, senão enviamo-vos para um retiro espiritual numa caixa de pinho!

ELE: Bela fatiota, "irmã"! Em que sex shop é que comprou? Está mesmo convincente! Já não ando numa de fétiche de padres, mas ainda hoje não há nada como uma freirinha malandreca!

FREIRA: Hmm há anos que um homem não me fazia propostas porcas... Já falo contigo depois, meu lindo!

BETA DOMINANTE: Saiam-nos da frente! Senão enviamo-vos à Nossa Senhora e nem precisam de ir a Fátima!

O ambiente é tenso. Será que as Equipas de Nossa Senhora e as Brigadas da Virgem Maria se massacrarão mutuamente? Será que os dois grupos morrerão virgens, tal como a sua inspiradora? (sim, a mim também me palpita que não será necessário preocuparmo-nos demasiado com esta questão) Será que alguém se importa?? Será que o Santo Graal está enterrado no Barreiro? Será que o gajo que está a escrever isto faz alguma ideia de onde quer chegar com esta historieta?

|

sexta-feira, setembro 16, 2005

 

As Equipas de Nossa Senhora II

.


[No palácio do Vaticano, um homem-de-bigode expõe o seu problema]

HOMEM DE BIGODE: Eu acredito na América… (1) Não sei bem porquê, mas fica sempre bem dizer isto. Sempre fui um cidadão ordeiro, crente nas instituições. Até que um dia, três malandros levaram uma das minhas meninas, a jóia das minhas Equipas. Levaram-na à festa do Avante. Tudo bem, pensei eu, porque volta e meia há por lá uns belos ranchos folclóricos de Cernancelhe. Mas depois foi um festival de cinema alternativo. Levaram-na a um cabeleireiro do Feijó, onde lhe fizeram rastas e lhe ensinaram a fazer malabarismos e cuspir fogo. Depois ofereceram-lhe o “Código de da Vinci”. Ela não o leu. Manteve a honra!

PAPA: Hmmm, Don Bartolini, a verdade é que se viesses ter comigo com amizade, com respeito, os tipos que fizeram isso à tua menina estariam a sofrer as consequências neste exacto momento. Mas em vez disso, raramente me visitas, não me beijas a mão, não me dizes quem é que é o rei, quem é??

HOMEM DE BIGODE (beijando-lhe a mão): És tu, és tu!! Por favor…

PAPA (virando-se para ASSESSOR): Assim está melhor… Transfere os € 10.000 que iam para os missionários na Etiópia para as Equipas de Nossa Senhora.

ASSESSOR: Mas, senhor, e os pobres? Temos que alimentar aquela gente.

PAPA: Eu também ainda não almocei e não me estou a queixar. Deus dá àqueles que sabem esperar.

[Alguns dias mais tarde, alguém bate à porta, numa cave da Estefânia]

VOZ: Diga a senha.

HOMEM: Huummm, “Equipas de Nossa Senhora, a cantar desde 1919”.

VOZ: Estúpido, essa era a senha da semana passada!

HOMEM: Como querem que eu decore cada vez que vocês mudam de slogan??

[Deixam-no entrar para uma sala mal iluminada, onde dez jovens mulheres se encontram sentadas à mesa, presididas por uma freira]

FREIRA: Trazes o que te pedimos?

HOMEM (abrindo uma enorme mala de viagem): Sim, está cá tudo. Vamos começar pela Atay 99, de fabrico israelita, tem capacidade para disparar rajadas de 15 tiros por segundo. Temos também a Kartinecsa, pura engenharia eslovaca, com mira telescópica e alcance de um quilometro e meio. E a jóia da jihad, o lança rockets Lo Peng 300, fabrico chinês, mas kitado no Líbano. Muito usado no Afeganistão, este menino perfura qualquer blindagem do mundo!

FREIRA: E onde estão as granadas de dispersão e os misseis terra-ar que pedimos?

HOMEM: Ah, para isso, Madre, vai ter que me dar mais uns dias.

FREIRA: Estamos a perder o nosso tempo…

HOMEM: A senhora não está a ser razoável!!

FREIRA: A Nossa Senhora o quê??

HOMEM: Não ponha na minha boca palavras que eu não disse!!

RAPARIGA: Quem falou que a boca é tua, rapaz? (2)

[a FREIRA e RAPARIGAS pegam nas armas e disparam uma saraivada de tiros contra o negociante]

RAPARIGA 1: Qual deve ser a nossa primeira missão, madre? Detectar e dar uma lição a todos os fornicadores do Restelo? Mandar pelos ares a sede da Juventude Popular, esses malditos esquerdosos?

FREIRA: Não, filha… Tenho em mente algo muuuuito melhor! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH (gargalhada maquiavélica)

Qual será a arriscada e empolgante missão das Equipas de Nossa Senhora? Que maravilhosas aventuras nos esperam no próximo episódio da saga? Representará toda e qualquer consideração metafísica um salto epistemológico por ignorar a questão da cognoscibilidade do Ser em si? Será que há gajas boas pelo meio?

NÃO PERCAM O PRÓXIMO EPISÓDIO…

(1) Tributo a The Godfather.

(2) Tributo a Cidade de Deus.


|

quarta-feira, setembro 14, 2005

 

Brevemente: o inevitável regresso de João César das Neves e os Sete Anões

.

ou

AS EQUIPAS DE NOSSA SENHORA II - O Regresso

O grupo católico com o nome mais apocalíptico está de volta em novas aventuras cheias de nonsense, violência gratuita, suspense e sexo desenfreado (naturalmente, após a união pelo laço do sagrado matrimónio).

Não percam o post de amanhã (e relembrem o nosso post de 6 de Dezembro de 2004, ou são capazes de não perceber patavina do que se seguirá).

Mas antes, algumas palavras dos patrocinadores do blogue Pombo Incontinente & Piriquita Indigente:

[entra jingle comercial, entoado por voz feminina excessivamente aguda]

A tua casa cheira a esturro
E o iate também
Se escolheres ser burro
Não vale a pena chamar p’la mãe.

Como bom empresário sabes
O nome pelo qual chamas
Para não ir para trás das grades
Exige Neoblanc Bahamas.

Neooooblanc Bahamas, lava mais branco, mais branco, mais brancoooo!!!

Neoblanc Bahamas, lava mais branco até do que aquilo que os nossos clientes traficam.


|

quarta-feira, setembro 07, 2005

 

A Internacional socialaite

.
Hoje prestamos homenagem a essa grande canção proletária que é "A Internacional", hino de três partidos portugueses (PCP, PCTP-MRPP e PS... sim, PS), cada qual com a sua versão da letra que considera a mais fiel ao espírito original.

Apenas o Bloco não adoptou esta canção de combate para seu hino. E compreendemos porquê, ao imaginar "A Internacional", em versão bloquista:

[Solene introdução musical com trompetes. Entra o coro]

De pé! Modelos e actores da berra!
De pé! Que de poder temos fome!
O Bairro mais parece uma cratera
Com o xamon vil que se consome!
Da verdade façamos tábua rasa!
Multidão escrava, de pé !De pé !
Quem não leu o Chomsky não é nada
Quem não tem rastas nem cospe fogo nada é.

Bem unidos façamos
A começar aqui p’lo Seixal
Uma terra sem amos
Uma nação transexual!

Não há criminosos nem problema
Nem assaltos, nem arrastão!
Só oprimidos do sistema
E vítimas da globalização!
Contra o malandro que nos desmonta,
O nosso paleio politicamente correcto!
Gritemos “fascista” vezes sem conta
Porco neo-liberal, vade retro!

Bem unidos façamos
Após uns copos no Mezcal
Uma terra sem amos
Uma nação transexual!

Sociólogos de trazer por casa somos
Ninguém faz ideia do que é um proletário!
Alguns acham que são gnomos
Outros uma espécie d’amigo imaginário!
Ó freaks e hippies, que levais
Vossa vidinha anhada e deprimente,
Sem bófia, nem padres, nem heterossexuais
A ganza rodará para sempre !

Bem unidos façamos
A começar aqui p’lo Seixal
Uma terra sem amos
Uma nação transexual!

Uma teeeeeeeeeeerraaaaa sem aaaaaaaaamos
A nação transexuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaal!

pom pom pom pum!

|  

Aiiiiiiiii...

.
A partir de hoje, este coçador de micose deixará de o ser e entrará no inferno que é o mundo de trabalho. Aliás, para ser justo, o mundo do trabalho é bastante diferente do inferno: um é um local de sofrimento, suplício e condenação eterna a uma existência amaldiçoada, e o outro é apenas o local onde os diabos trocam experiências.

Despeço-me do perpétuo dolce fare niente e de e de todos aqueles que tão bem o cultivam, com um tango, dedicado à minha gente, ao meu povo, "a minha galera":

Adiós muchachos, compañeros de mi vida,
Barra querida de aquellos tiempos.
Me toca a mí hoy emprender la retirada,
Debo alejarme de mi buena muchachada.
Adiós muchachos. Ya me voy y me resigno...
Contra el destino nadie la talla...
Se terminaron para mí todas las farras,
Mi cuerpo enfermo no resiste más...


Pombo Incontinente e Big Phil


Da esquerda para a direita, Shorty Nuno, Big Phil e Raquel (a.k.a. Rasteirinha)


As jóias da coroa pombista, as Pombo Girls. Elas são (da esquerda para a direita), Sofia G., Filipa, Joana e Inês.


Pombo (à direita) com o grande Lebreiro. Ele obviamente não é uma Pombo Girl, mas namora com uma, é um gajo muito porreiro e é um damn fine blogger . Na foto, orando às forças ocultas para que liguem o esquentador que teima em não se deixar ligar por mãos humanas (Casas Novas, Alentejo).


O Pombo com a mais antiga das Pombo Girls, a Lena, em Paris. Esta decana pombista acompanha o Pombo há cerca de 13 anos. A mão que se vê é a do Eduardo, um gajo porreiro, mas a gente finge que não conhece em ocasiões sociais.


Reunião magna do Povo Pombista em La Habana, Cuba. Da esquerda para a direita, Sofia D., Pombo Incontinente, Inês, Gonçalo, Di, Carina, Marta, Sofia G. e Manel.



A Raínha incontestada das Pombo Girls, a Lena (também dita "Outra Lena", para distinguir da homónima, ou por vezes apenas Lena, chamando-se à outra "a Outra Lena". Complicado?), sur la Seine.



Praia do Tarquínio, na zona sul da cidade da Costa da Caparica, ao fim da tarde. Esta praia, antes um areal extenso, praticamente já não tem areia, devido à erosão das marés, que por sua vez se deve ao aquecimento global e à subida do nível das águas. Apesar dos trabalhos de recuperação dos esporões, tudo indica que o problema persistirá se no inverno vierem tempestades de sudoeste. Quando será que os seres humanos aprenderão que não podem comer dinheiro, respirar aplicações financeiras e banhar-se em petróleo? Junto a essa praia fica o K Bar, um dos meus poisos de eleição para fins de tarde na Costa (agora já ficam a saber).



Esta foto foi adicionada posteriormente, quando a fotografada (Di) veio queixar-se por só aparecer uma vez, enquanto havia pessoal que aparecia mais vezes. Durante a estadia em Cuba, a Di tornou-se uma espécie de minha musa para fotografias a preto e branco em biquini dada a sua inegável classe(nesta ela surge no seu estado natural, ou seja, barafustando com algo ou alguém). Aqui numa sessão realizada para a Playpombo, na ilhota que dá pelo nome de Cayo Blanco, ao largo de Varadero. Se gostarem dela, óptimo. Se não gostarem, limitem-se a apreciar a linha do horizonte, que o fotógrafo conseguiu captar de forma impecavelmente direita.



Grande plano da minha querida amiga Sofia D., que injustamente também só surgia uma vez nesta homenagem. Notam alguma coisa de errado? Pois, isto é uma espécie de insider's joke, não tentem compreender...

|

sexta-feira, setembro 02, 2005

 

Lamento de um coçador de micose (proposta de reportagem para o noticiário da TVI)

.
Isto de coçar a micose tem muito que se lhe diga, não é tão fácil como parece. Acordar ao meio dia e fazer o almoço ainda meio zonzo, ler um bocado, sacar filmes da net, escrever umas linhas de um romance que se arrasta há uns tempos, ir para a praia, tomar banho, jantar e depois ir para os copos e voltar para casa e só acordar ao meio dia do dia seguinte. Tudo isto exige muita preparação.

O mal é que já vão sendo poucos aqueles que se dedicam a esta arte milenar, e já vamos ficando velhos para isto, e a malta jovem, pois está claro, não querem pegar neste ofício, preferem outras coisas como ir trabalhar 12 horas por dia num escritório. É uma pena, uma pena mesmo. Ainda me lembro, no meu tempo (há dois meses atrás), por onde quer que olhasse era só gente nova a coçar a micose. Agora já vão sendo raros, e a gente contacta-os para não fazer um cú e dizem sempre: "Eh pá, hoje não vai dar, estou a trabalhar" ou "Estive a trabalhar e sinto-me demasiado cansado para sair". E assim a coçagem da micose anda pelas ruas da amargura, e se ninguém fizer nada daqui a uns tempos já não haverá um único coçador de micose. É triste, é triste, sobretudo quando a gente dedicou uma vida inteira a isto. Eu, por exemplo, ando há vinte e três anos a coçar a micose e até já havia ganho uma certa fama nesta vida, nos tempos áureos até viajei para o estrangeiro, para a França, Holanda, Itália, tudo porque era solicitado para ir coçar a micose lá... Mas os tempos mudaram, isto está bom é para a malta jovem, não para um velho coçador de micose como eu. Se a micose fosse uma tradição estrangeira, de certeza que teria apoios, mas já se sabe, em Portugal não sabem valorizar aquilo que é nosso!

|  

There is a house in New Orleans...

.


Imagino as conversas de Bush com os assessores nos últimos dias...

BUSH: I want to know who are the folks who did this!
ADVISOR: Who did what?
BUSH: You know, the attack on New Orleans. You don't think they'd fool me with that name Katrina. I reckon that's a false name.
ADVISOR: Well, sir, that's just the name of the hurricane.
BUSH: Who's behind it??
ADVISOR: Mother Nature, sir.
BUSH: Find that Big Mamma for me. Find out where she lives and bomb her and all her followers.
ADVISOR: Perhaps if we'd signed the Kyoto Protocol, sir...
BUSH: What?? The japs are also behind this? I want them bombed as well!!

|

This page is powered by Blogger. Isn't yours?